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| Cerca de 50 professores participaram do protesto no dia 29 |
Os professores municipais de São Bernardo iniciaram na última quinta-feira, 7, uma inédita paralisação por tempo indeterminado, reivindicando melhorias nas condições de trabalho assim como em toda a rede de ensino do município.
O movimento teve início no último dia 29 de março, data em que São Bernardo comemorava 73 anos de emancipação. Na ocasião um grupo de cerca de 50 professores concentraram-se em frente à prefeitura onde acontecia a simbólica partilha do bolo de aniversário da cidade, para protestar contra a situação do ensino.
Após a concentração e as palavras de ordem, os professores que carregavam várias faixas, seguiram em caminhada pela Rua Barão do Rio Branco, fazendo uma parada em frente à Praça do Farol e retornando para a prefeitura, onde tentaram falar com alguém da secretaria de Educação ou algum representante do prefeito.
Entre as reivindicações dos professores estão o fato de não receberem contracheque, a não inclusão dos seus nomes no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e ainda a redução no salário nos meses de janeiro e fevereiro.
“Nos dois primeiros meses do ano, ou seja, em janeiro e fevereiro, eles meteram a mão no nosso salário. Recebemos apenas R$ 506”, relatou uma professora que preferiu não se identificar.
Ainda de acordo com os manifestantes, o desconto no salário seria para a Previdência Social, porém como eles não são cadastrados, não teria porque haver a retirada.
Em relação ao ensino municipal, os professores denunciam que a maioria das escolas está em péssimas condições físicas e que a merenda servida em todas as instituições de ensino municipais é de baixa qualidade.
Recentemente, a divulgação dos dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) do Ministério da Educação, mostrou que a educação do Maranhão ocupa o último lugar entre os estados brasileiros. E entre as escolas maranhenses, a que teve o pior resultado foi a bernardense Instituto Educacional Cônego Nestor de Carvalho Cunha. Isso quer dizer que o colégio é o pior do Brasil.
Apesar da situação e das reivindicações dos professores, estes afirmam que a secretária de educação Amara Nascimento e o prefeito José Raimundo se recusam a receber os representantes da categoria para ouvir as reivindica. Ainda segundo os professores, a tentativa de falar com a prefeitura já dura quase três anos.
Assembléia Geral
Neste sábado, 9, pela manhã, os professores devem realizar uma assembléia geral no colégio Henrique Couto, onde decidirão os rumos da paralisação.

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